Aeronáutica aponta falhas de piloto em acidente

O acidente que matou o presidencial do PSB, Eduardo Campos, no meio da campanha eleitoral do ano passado, foi causado por uma sequência de falhas do piloto Marcos Martins. De acordo com as investigações da Aeronáutica, os erros foram desde a falta de treinamento para aquela aeronave até o uso de "atalho" para acelerar o procedimento de
descida.

As investigações apontaram que o piloto foi obrigado a abortar o pouso e arremeter bruscamente, operando os aparelhos em desacordo com as recomendações do fabricante do avião e acabando por sofrer o que é tecnicamente descrito como "desorientação espacial". O processo se dá quando o piloto perde a referência do avião em relação ao solo, não sabe se está voando para cima, para baixo, em posição normal, de lado ou de ponta cabeça.

A conclusão foi baseada em informações sobre os últimos segundos do voo, no momento em que o avião embicou num ângulo de 70 graus e em potência máxima, como se o piloto acelerasse pensando que estava em movimento de subida, quando na verdade estava voando para baixo, rumo ao solo.

Falta de treinamento
A Aeronáutica levantou ainda todo o perfil psicológico, pessoal e profissional do piloto e copiloto. Uma sequência de falhas de Martins foram listadas antes e durante o voo fatal. Não foi encontrado nenhum indício de falha técnica ou de operação do sistema aeronáutico. As turbinas estavam em perfeita condição de uso, mas a caixa preta não estava ligada e não gravou as conversas durante o voo.

O laudo apontou que Martins não estava treinado para pilotar o Cessna 560 XL, uma aeronave sofisticada e nova. Ele nunca passou pelo simulador.

Além disso, a relação entre os dois pilotos não era boa. Os dois tinham um histórico de atritos e o copiloto teria, inclusive, pedido para não mais voar com Martins, que, em redes sociais, se disse "cansadaço" dias antes do acidente
Share on Google Plus

About Correio Gospel

0 comentários:

Postar um comentário