Político ligado à Igreja Universal deve comandar a TV Câmara

O novo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é evangélico e tem sido duramente criticado por suas propostas desde que assumiu o cargo para essa legislatura.

De modo similar ao que ocorreu com o pastor Marco Feliciano, setores liberais se manifestaram veementemente contra as posições de Cunha, acusando-o de ser influenciado pela religião. Esta semana, ele pediu para que voltem às comissões da Casa dois projetos de sua autoria: o que cria o Dia do Orgulho Heterossexual e o que criminaliza o preconceito contra heterossexuais.

Também avisou que enquanto for presidente fará oposição a dois dos principais projetos do PT: “Aborto e regulação da mídia só serão votados passando por cima do meu cadáver”.

Porém, está sendo alvo de críticas ao anunciar que irá substituir o atual Secretário de Comunicação da Câmara, jornalista Sérgio Chacon, pelo deputado Cleber Verde (PRB). O PRB é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus e Verde faz parte da bancada evangélica.

O fato de a Universal controlar canais de TV como a Record e a Record News indica que há condições de usar funcionários destas emissoras. Além disso, a chefia da TV Câmara ficará com um cargo comissionado da Casa, indicado por Cleber. A decisão faz parte do acordo firmado com o PRB na campanha.

Os técnicos da Câmara ainda debatem o novo formato da Secretaria de Comunicação. Obviamente, a proposta enfrenta resistências de funcionários da área de comunicação. Em sua conta do Twitter, Cunha afirmou que fará “profundas mudanças” na TV Câmara e que será dirigida por deputados.

Como já era de se esperar, o deputado Jean Wyllys atacou o peemedebista, afirmando que a decisão de Cunha de entregar a chefia da TV Câmara a um membro da banca evangélica, é “um ataque à laicidade do Estado”. “Eduardo Cunha mudará as regras e colocará a comunicação sob a gestão de políticos fundamentalistas religiosos”, escreveu Wyllys em sua conta do Facebook nesta quinta (12). Com informações Folha de SP
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