Cunha cita 'absurdos' contra ele e diz que pedido de Janot é 'piada'

Presidente da Câmara disse que não há problemas em ser investigado.

Ministro Teori Zavascki aceitou pedido de abertura de inquérito da PGR.
Mensagem publicada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Twitter (Foto: Reprodução)


Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki aceitar pedido de abertura de inquérito para investigar políticos por suposto envolvimento com o esquema investigado na Operação Lava Jato, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou neste sábado (7) no microblog Twitter que há "absurdos" contra ele e afirmou que o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que a Corte o investigue é "piada". Procurada pelo G1, a PGR informou ter adotado critérios "técnicos e jurídicos" para embasar os pedidos.



Nesta sexta, Zavascki decidiu autorizar aabertura de inquérito para investigar 49 pessoas – das quais 47 políticos – suspeitos de participação no esquema. Entre os que serão investigados, há 22 deputados federais, 12 senadores, 12 ex-deputados e uma ex-governadora, pertencentes a cinco partidos, além de dois dos chamados "operadores" do esquema – o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e lobista Fernando Soares, o "Fernando Baiano".

"Tendo acesso à petição passo a comentar alguns fatos para contestar vários absurdos escritos. [...] Os absurdos são vários, primeiro atribuir pato [sic] de terceiro sem provar, atribuir o recebimento sem provar e ainda supor que eu era beneficiário. [...] O segundo grande absurdo é como me atribuir o benefício de doação a comitê financeiro do partido como se fosse minha?", publicou o deputado.

"É uma piada essa peça do procurador e causa estranheza que não tenha me pedido explicações, como aliás sempre foi praxe na PGR", completou.

De acordo com o doleiro Alberto Youssef, apontado como um dos chefes do esquema, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa intermediou contrato de aluguel de um navio plataforma da Samsung junto à Petrobras. Para viabilizar o contrato, o doleiro afirmou que o executivo Júlio Camargo pagou propina a integrantes do PMDB, "notadamente Eduardo Cunha". Ele não soube precisar o valor.


Ao publicar mensagens com críticas a Rodrigo Janot, o deputado disse ainda que o procurador-geral da República só será reconduzido ao cargo "se for da vontade do Executivo" e classificou de "indecente" o pedido enviado pela PGR ao ministro Teori Zavascki.

"Sabemos exatamente o jogo político que aconteceu e não dá para ficar calado sem denunciar a politização e aparelhamento da PGR. Eles estão a serviço de quem? Pelo critério do indício o PGR só será reconduzido se for da vontade do executivo", publicou.

"Fui à CPI da Petrobras, que aliás ajudei a criar, para me colocar à disposição para esclarecer. Vou pedir ao presidente para lá comparecer visando detalhar vírgula a vírgula dessa indecente petição do PGR, que certamente vai envergonhar muitos dessa respeitosa instituição", completou.

No Twitter, o presidente da Câmara disse ainda que não há "qualquer problema" em ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal. O peemedebista ressaltou ter ido a sessão da CPI da Petrobras para se colocar à diposição do colegiado para prestar esclarecimentos.

Fonte: g1.com.br
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