Polícia do Paquistão mata líder de grupo antixiita e mais 13 membros

O líder do grupo antixiita Lashkar-e-Jhangvi (LeJ) no Paquistão, Malik Ishaq, um dos mais temidos líderes sunitas, foi morto em um confronto com a polícia nesta quarta-feira (29/7) em Muzaffargarh, na província de Punjab, berço do LeJ. Ishaq, de 55 anos, que era ligado também à Al-Qaeda, tinha como alvo a minoria xiita, por considerá-la traidora ao Islã.

Ishaq foi detido pela polícia paquistanesa no sábado e morreu quando seus militantes tentavam libertá-lo durante uma transferência no âmbito de uma investigação sobre seu grupo, abrindo fogo contra a polícia, de acordo com autoridades locais. Treze de seus homens morreram durante o tiroteio, entre eles dois de seus filhos. Seis policiais ficaram feridos.

Em um comunicado mais tarde, a polícia disse que "13 terroristas armados não identificados atacaram veículos da polícia para libertar Ishaq, quando os policiais estavam retornando de uma área em Muzaffargarh, após uma apreensão de armas, explosivos e detonadores".

"Malik Ishaq estava por trás de muitos atos de terrorismo, mas foi libertado pelos tribunais no passado devido à falta de provas", disse Shuja Khanzada, ministro do Interior. Temendo um ataque do grupo terrorista, após a morte de seu líder a polícia montou um forte esquema de segurança em torno da província e do necrotério para onde o corpo de Ishaq e de seus homens foram levados.

Ishaq ajudou a fundar Laskhar-e-Jangvi, que se aliou com a Al-Qaeda e ao Taleban. Seu grupo é acusado de dezenas de ataques contra xiitas, considerando-os como infieis e de ter interesses com o Paquistão e com os EUA. O grupo também é acusado de realizar ataques no vizinho Afeganistão.
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