Terremoto deixa 8 mortos e um milhão de pessoas abandonam casas no Chile

Santiago, Chile - O terremoto de 8,3 graus que sacudiu na quarta-feira (16/9) as regiões central e norte do Chile, matou oito pessoas. O tremor obrigou um milhão de habitantes a abandonarem suas casas, provocou um alerta de tsunami e deixou o país em pânico. Duas mulheres e três homens morreram, uma pessoa é considerada desaparecida e dezenas ficaram feridas no terremoto, que aconteceu às 19h54 (mesmo horário de Brasília). Muitas pessoas seguiram para as partes elevadas das cidades costeiras ante o alerta de tsunami, que permaneceu em vigor em muitas regiões durante a madrugada de quinta-feira (17/9).


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Segundo o subsecretário do Interior, Mahmoud Aleuy, foi decretada "zona de catástrofe" na província de Choapa, epicentro do terremoto, o que coloca a região sob autoridade militar e agiliza a entrega de recursos. "Lamentamos o falecimento de cinco cidadãos chilenos, manifestamos as condolências do governo a todos os familiares (das vítimas). Temos uma avaliação de evacuados de um milhão de pessoas". "Este foi o sexto terremoto mais violento da história do Chile e o mais forte de 2015 em nível mundial" em relação à magnitude, destacou Aleuy.

A ordem de evacuação por alerta de tsunami permanece em toda a costa do Chile, exceto para as regiões de Los Lagos, Aysén e Magallanes, no sul. Aleuy acrescentou que cerca de 245 mil famílias estão sem energia elétrica no país, enquanto prossegue a avaliação de danos. A presidente chilena, Michelle Bachelet, decretou zona de catástrofe para a província de Choapa (norte), epicentro do tremor, o que significa que a região está sob comando militar e o Estado destinará mais recursos à localidade para atender a emergência. Bachelet pretende visitar nesta quinta-feira a região afetada para uma "avaliação precisa". A presidente advertiu para a ocorrência de tremores secundários e disse que o governo acompanha a situação "minuto a minuto".
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