China instala câmeras nas igrejas para monitorar obediência ao governo




O governo comunista da China está indo além em sua perseguição religiosa aos cristãos. O objetivo é monitorar o que acontece dentro dos templos, inspecionando os membros das igrejas e o conteúdo das pregações, para saber se há ou não obediência aos ideais do Partido Comunista Chinês (PCC).

Segundo um relatório Bitter Winter, para concretizar esse feito o governo chinês mandou instalar câmeras nos templos cristãos. O Departamento de Trabalho da Frente Unida do país é o responsável por esse monitoramento.



“O controle dos membros da igreja está se tornando cada vez mais rigoroso”, afirma o relatório, citando como exemplo a igreja Three-Self na cidade de Tieling, província de Liaoning, que passou a ser monitorada desde setembro do ano passado.

Os membros se depararam com policiais na porta do templo, pedindo que dessem suas informações pessoais, como nome, endereço, sexo e outras.

Todos foram obrigados a dar essas informações. Posteriormente, os policiais apareceram na igreja com a lista de dados em mãos, exigindo que o pastor os conduzisse aos endereços informados para uma “inspeção” em cada casa.


A explicação dos policiais foi a necessidade de obediência ao regime do país. “Sua igreja é certificada. Ela precisa ser mais obediente ao Partido Comunista Chinês (PCC) e se submeter ao seu controle”, disseram ao líder da congregação. “Leve-nos a cada uma dessas casas para as inspeções. Seja qual for a casa que queremos ir, você vai nos levar até lá”.

A igreja que possuía 100 membros, reduziu para 30 o número de participantes nas cerimônias. Muitos ficaram com medo de represálias e preferiram se isolar. O relatório afirma que o regime chinês, ao pegar os dados dos cristãos e instalar câmeras de monitoramento nos templos, está se preparando para elevar ainda mais o nível de perseguição no pais.

“Essas ações das autoridades criaram uma enorme quantidade de estresse mental para os membros da igreja, fazendo com que os números de suas congregações diminuíssem”, conclui o documento.
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